terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CRIANÇAS QUE USAM MENSAGENS DE TEXTO SMS EM CELULARES LEEM E FALAM MELHOR QUE OUTRAS



Um estudo publicado pela British Academy afirma que crianças que usam mensagens de texto SMS em celulares (ou "texting") leem e falam melhor que as demais. Publicado na última quarta-feira (20), o estudo diz que pais e professores devem estimular a prática como forma de melhorar a atenção fonoaudiológica das crianças.

Segundo o jornal inglês "The Independent", boa parte das crianças que escrevem abreviações de palavras dominam a forma de pronunciá-las corretamente. Pesquisadores também notaram um aumento de atenção quando algumas palavras rimavam com outras.
No entanto, os pesquisadores não conseguiram detectar qualquer sinal de que a frequência de texting tem efeito na habilidade de escrever dentro das normas corretas da língua inglesa. Eles chegaram apenas à conclusão de que usuários frequentes eram mais propensos a ter altas avaliações em testes de fluência verbal.

A pesquisa, conduzida entre um grupo de crianças entre oito e 12 anos, concluiu que os usuários mais regulares de SMS eram os que tinham menos problemas em ler e falar em sala de aula.
O aumento do uso desse tipo de comunicação gerou opiniões de que o texting estaria destruindo as linguagens.
Professores também constatam o crescimento do uso de linguagens comprimidas, características de SMS, em provas e exames.
"Estudamos esta área, inicialmente, para ver se havia alguma evidência de associação entre o uso do texto abreviado e a alfabetização, após o retrato negativo da atividade na mídia", disse Clare Wood, especialista em desenvolvimento psicológico da Universidade Coventry.
"Ficamos surpresos em ver que não apenas a associação era forte, mas que o uso de mensagens de texto auxilia no desenvolvimento de habilidades fonoaudiológicas e da capacidade de leitura em crianças", disse ela.

Fonte: Folha Online/UOL Notícias


De fato, esse é um assunto um tanto polêmico para muitos profissionais da área educacional, razão pela qual gostaria  de aproveitar essa "polêmica" para "ouvir" um pouco a opiniãode vocês.
Vamos lá, expressem suas opiniões! Postem seus comentários!

4 comentários:

  1. Oi Juliana!
    As crianças e jovens de hoje só precisam de provocação... Penso que se orientados poderão escver e ler conforme a norma culta. Você não acha?

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  2. Com certeza, Josete!
    É lamentável que nem todos os educadores percebam isso.

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    Parabéns pelo seu Blog!!!

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  4. Olá Juliana!
    Em primeiro lugar gostaria de parabenizá-la pelo blog.
    Sem dúvida esse é um assunto digno de muitos comentários. Acredito que enquanto fenômeno vivenciado pelos falantes de línguas vivas e dinâmicas do mundo inteiro, o formato de texto SMS "comprimido" atende uma necessidade específica, a objetividade, e cumpre uma determinada finalidade. É por isso, fundamental conhecermos bem o funcionamento dessa forma de interação. Mas, é fato que nos textos de muitos alunos que frequentam o ensino regular têm-se constatado uma profunda influência do "texting".
    Como educadores o que precisamos urgentemente fazer é trabalhar com nossos alunos alguns aspectos importantes como por exemplo, a questão da adequação e inadequação que propõe um trabalho com os mais variados tipos de linguagem aplicados as suas apropriadas situações de emprego.
    Outro aspecto importante é não distanciar nossas aulas da vivência do aluno. Precisamos nos aproximar dele e uma forma de conseguirmos isso é por não limitar as aulas de lingua portuguesa ao chamado PP (português Padrão)Por que não resgatar nas aulas o PNP (português não-padrão) que o aluno e mesmo nós professores utilizamos em nosso cotidiano com tanta naturalidade? O que precisamos fazer é como que apresentar aos alunos as regras do jogo, da língua portuguesa, de uma maneira contextualizada. Mostrar que há esta ou aquela forma de se escrever, por exemplo, e mostrar também a maneira que, do ponto de vista da gramática normativa, é mais prestigiada e necessária para â construção de determinados gêneros textuais vinculados a situações muito particulares e importantes tais como, um exame escolar, uma entrevista de emprego, a apresentação de um seminário, etc.

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